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domingo, 11 de março de 2012

Câncer de cólon e de reto: detecção e tratamento

fonte de imagem asmatheus.com.br
A máxima "prevenir é melhor do que remediar" vale também quando o assunto é saúde. E mesmo em casos de doenças como o câncer, a melhor saída ainda é cuidar da saúde. Isso significa ir periodicamente às consultas médicas e fazer exames de rotina.



No caso do câncer de cólon e de reto, o tumor pode levar até 15 anos para se desenvolver e se manifestar e, se a doença for diagnosticada precocemente, o índice de sucesso no tratamento é muito alto.
Infelizmente, por falta de acesso às campanhas de prevenção ou constrangimento na hora de fazer os exames, o número de pessoas com o diagnóstico da doença em fase avançada tem apresentado crescimento. Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que são esperados para o ano de 2008 cerca de 30 mil novos casos de câncer de cólon e de reto.


"Esse tipo de tumor é de fácil diagnóstico. O primeiro sinal é o pólipo, que tem aparência de uma pequena verruga na parede do intestino e é uma lesão facilmente tratada. Mas, com o tempo, transforma-se em um câncer invasivo", alerta o dr. Carlos Dzik, oncologista.

De olho na saúde

A preocupação em desmistificar o desconforto e ressaltar a importância dos exames preventivos resultou na campanha Don’t blush, look before you flush no Reino Unido. Em outras palavras, o simples fato de olhar as fezes antes de dar a descarga e perceber se há sangue pode denunciar que algo está errado. A precisão do diagnóstico é encontrada em exames como a colonoscopia que, embora seja utilizada para detectar um possível problema no cólon, também pode verificar o reto, localizado no fim do intestino grosso. O exame, além de localizar o pólipo ou tumor, pode retirá-lo, no mesmo momento, para biópsia.
O paciente também pode se valer de um exame alternativo, que é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Ele deve adotar uma dieta específica e evitar ingerir alguns alimentos, como a carne ou os que contenham vitamina C, pois podem interferir nos resultados, se forem consumidos entre três e cinco dias antes da coleta. São colhidas três amostras que serão submetidas à análise laboratorial.
Um resultado mais abrangente requer ainda outro exame junto com a análise das fezes. Deve ser feita a retossigmoidoscopia, que visualiza o fim do intestino grosso, o reto e o ânus. Esse exame é capaz de identificar hemorróidas, doenças inflamatórias crônicas e eventualmente algum pólipo ou tumor.
O câncer de reto pode ser percebido mais facilmente com o exame de toque, mas há também os exames radiológicos com contraste, como o bário – em que é possível levantar suspeitas acerca do tumor. Ainda assim, seria necessário submeter-se à colonoscopia, devido à sua exatidão.
O indicado é que a pessoa, a partir dos 50 anos, se submeta aos exames de rotina. Se não houver nada de suspeito, o paciente passa por novos exames, apenas depois de dez anos. Caso tenha histórico familiar da doença, o ideal é fazer as contas a partir da idade do parente. Por exemplo, caso ele tenha apresentado o câncer aos 40 anos, é necessário submeter-se ao exame com 35 anos. Ou seja: conte sempre cinco anos a menos. Além disso, o paciente que tem familiares com câncer de cólon ou de reto deve repetir o exame a cada três ou cinco anos, mesmo que os anteriores não tenham detectado nada de errado.

Primeiros sinais

Quem apresenta tumores de reto manifesta, em geral, sangramento intestinal. Com o tumor no reto, há mudanças no organismo. Por exemplo, o intestino fica mais lento, constipado e depois de alguns dias nota-se diarreia. Também há o aparecimento de cólicas. Essas alterações podem ser sinais de alerta – não que seja necessariamente câncer, mas há algo errado: doenças comuns como síndrome do cólon irritável.
O paciente com câncer no reto também recebe quimioterapia complementar se houver risco de o tumor voltar. Além disso, também passa por sessões de radioterapia. A complexidade da cirurgia varia de acordo com a localização do tumor. A colostomia – porção do intestino exteriorizada na parede do abdome, por onde são escoados fezes e gases para uma bolsa coletora – pode ser provisória, caso seja possível preservar ou restaurar o esfíncter anal (músculo que controla a abertura e o fechamento do ânus), ou então permanente, dependendo da gravidade. "Depois que o paciente passa pelo desconforto do tratamento, consegue ter uma vida com qualidade", conclui o dr. Dzik.
Se toda a população do mundo comesse em grande quantidade hortaliças, frutas e vegetais frescos teríamos 30% menos tumores. No caso dos cânceres de intestino, reduzir o consumo de gordura animal também é um fator preventivo
Mais que a realização dos exames, as pessoas podem adotar hábitos saudáveis e ganhar mais um aliado na hora de evitar o câncer. "Se toda a população do mundo comesse em grande quantidade hortaliças, frutas e vegetais frescos teríamos 30% menos tumores. No caso dos cânceres de intestino, reduzir o consumo de gordura animal também é um fator preventivo", explica o oncologista.
No caso do câncer de cólon, o diagnóstico precoce está diretamente ligado à cura. Esse tumor é uma pequena úlcera em determinada parte do intestino. Durante a cirurgia, o especialista, além de retirar o tumor, secciona também os linfonodos – uma espécie de íngua –, que drenam tudo o que circula no intestino e, portanto, podem drenar as células cancerígenas. Caso os gânglios contenham células cancerígenas, também é recomendada quimioterapia complementar por cerca de seis meses, na tentativa de reduzir as chances da disseminação da doença.
Considerações:
A melhor prevenção ainda é a boa e equilibrada alimentação, apesar de muitos não saberem, os alimentos podem ou não combinarem entre si, facilitando sua saída ou gerando uma massa fecal difícil de ser eliminada e o que é pior, promovendo gases e grandes desconfortos ao paciente que muitas vezes são confundidos com meras dores estomacais e apenas flautulência.
Procure um profissional da saúde para lhe orientar quanto à dieta mais proxima do ideal para que seu organismo consiga eliminar com qualidade todas as toxinas que o processo natural de  eliminação fecal pode promover, se o fizer, estará de fato contribuindo para uma saúde perfeita e equilibrada e poderá evitar várias surpresas no futuro.
Um Ortomolecular também pode lhe ajudar a ter uma vida mais saudável e feliz.
Rosângela Matos (Terapeuta Ortomolecular) dra.rosangelamatos@yahoo.com.br

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