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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reconhecimento de abandono de emprego precisa de intenção do trabalhador em deixar o posto de serviço

Em acórdão da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério entendeu que, para a caracterização do abandono de emprego, tal qual previsto no artigo 482, “i”, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não basta apenas a ausência da formalidade legal de outro artigo celetista – 392, § 1º –, que exige a notificação do empregador da data de início do afastamento em virtude de parto superveniente. 

No caso analisado pela turma, a empregada encontrava-se em férias quando, no último dia do descanso anual, deu à luz a uma menina, não retornando, portanto, às atividades laborais, já que teve início o período de licença-maternidade, também prevista pelo já mencionado artigo 392 da CLT. 

Portanto, ainda que não tenha sido providenciada a formalidade legal relativa à notificação do empregador para o início do afastamento da trabalhadora, ficou claro que essa não apresentava intenção de abandonar seu posto de trabalho. O não retorno às atividades profissionais aconteceu tão somente em virtude da ocorrência do parto, no último dia do gozo das férias anuais. 

A desembargadora ressaltou, ainda, que “a reclamante desde a confirmação da gravidez já estava sob o manto da garantia constitucional de estabilidade à gestante prevista no art. 10, II, b do ADCT, que não impõe nenhuma comunicação à empresa a respeito” e observou ainda que ficou claro nos autos que a trabalhadora esteve presente na empresa durante praticamente toda a gestação, confirmando ainda mais a ausência de animus abandonandi por parte dessa. 

Assim, por unanimidade de votos, foi reconsiderado o abandono de emprego da autora, afastando-se a justa causa aplicada pela decisão de 1º grau. 

(Proc. 00187006820095020053 – RO)
fonte AASP

COLABORAÇÃO 
GUMERCINDO MUNI ADVOGADOS

Turma reconhece aplicação de usucapião tabular em imóvel com bloqueio de matrícula

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a Justiça paulista prossiga na análise de uma ação de usucapião tabular movida por compradores de um imóvel que teve a matrícula bloqueada há mais de 12 anos. 

A lei prevê a aplicação do instituto apenas para os casos em que há cancelamento do registro do imóvel. No entanto, tendo em vista o longo tempo do bloqueio, independentemente de processo para declarar a nulidade do registro, a Terceira Turma equiparou-o ao cancelamento do registro de propriedade. 

O imóvel foi adquirido em 1996 de uma empresa. A questão jurídica teve início em 1999, quando os compradores, depois de registrarem o imóvel no ano anterior, viram a matrícula ser bloqueada por decisão judicial. 

O bloqueio se deu pela constatação do INSS de que era falsa uma certidão negativa de tributos previdenciários apresentada pela empresa vendedora, que possui débitos com a autarquia. A legislação brasileira estabelece como exigência para o registro de uma compra e venda a apresentação de certidão negativa de tributos previdenciários. 

Os compradores tentaram levantar o bloqueio por diversos meios, sem sucesso. Em 2007, ou seja, mais de dez anos depois da compra do imóvel e sete anos depois do bloqueio, eles ajuizaram a ação de usucapião tabular, ou documental, que tem como propósito proteger o proprietário que tinha o registro, o qual foi cancelado por vício de qualquer natureza. 

Direito limitado 

Em primeiro grau, a petição inicial foi indeferida. O juiz considerou que o prazo da prescrição aquisitiva (cinco anos) ainda não teria sido completado no momento do ajuizamento da ação. Disse, ainda, que não seria o caso de pleitear usucapião tabular, porque o registro do imóvel não foi cancelado, mas bloqueado, e que aquele seria requisito indispensável. 

No STJ, o recurso foi interposto pelos compradores do imóvel. A relatora, ministra Nancy Andrighi, afirmou que, com o bloqueio, o direito de propriedade permanece vigente, mas limitado. “Ele [comprador/proprietário] pode usufruir do imóvel, nele permanecendo ou o alugando, mas não pode fazer muito mais que isso”, observou. 

A ministra considerou absurdo que o bloqueio da matrícula para proteção de um crédito se estenda eternamente, ainda que ele não produza a invalidade do registro de propriedade. “Se o bloqueio permaneceu hígido independentemente de processo tendente à declaração de nulidade do registro, é possível equipará-lo ao cancelamento do registro de propriedade”, disse. 

A relatora entendeu que a providência tomada pelos compradores/proprietários é compatível com a que o direito oferece: “Aguardaram que o INSS se posicionasse, pleiteando a nulidade da venda para proteção de seu crédito.” No entanto, a instituição não requereu a nulidade da escritura ou a penhora do bem. Ao contrário, permaneceu inerte e, para a ministra, alguma consequência deve sair disso. 

Assim, a Turma reconheceu o interesse de agir dos compradores/proprietários na usucapião tabular e determinou que o processo tenha seguimento na primeira instância, com a citação da empresa. 

REsp 1133451
fonte AASP

COLABORAÇÃO
GUMERCINDO MUNI ADVOGADOS

Depiladora conquista direito a indenização por danos morais, mesmo não sendo registrada.

Mesmo não reconhecendo o vínculo empregatício entre a depiladora e as duas reclamadas, um proprietário de salão de beleza e uma comerciante de cosméticos, a 2ª Câmara do TRT15 aumentou para R$ 10 mil a indenização por danos morais a ser paga à trabalhadora, que era chamada de “cabeça de bagre” e “bêbada” pelo proprietário do salão. A sentença da 1ª Vara do Trabalho de Ribeirão Preto havia entendido que R$ 3 mil eram suficientes. 

O relator do acórdão, desembargador Eduardo Benedito de Oliveira Zanella, afirmou que “a indenização por danos morais deve atenuar a dor da vítima e representar um meio de coibição à prática de atos faltosos”. Com esse entendimento, entendeu necessário elevar para R$ 10 mil o valor da indenização, considerando que “a indenização mede-se pela extensão do dano” (artigo 944 do Código Civil). 

O acórdão, que não reconheceu o vínculo entre a trabalhadora e as empresas, ressaltou que “ainda que não tenha havido vínculo empregatício entre as partes, a relação de trabalho mantida é suficiente à indenização arbitrada na origem”. A decisão colegiada considerou também os quatro anos de trabalhos prestados na reclamada pela depiladora autônoma. 

A reclamante alegou em seu recurso que foi admitida em 5 de maio de 2004, para exercer a função de “depiladora”, e, posteriormente, em 20 de novembro de 2006, passou a desempenhar as atividades de “vendedora externa”, tendo sido dispensada em 5 de dezembro de 2008. Em seu entendimento, o vínculo estava configurado. As recorridas negaram o vínculo empregatício e afirmaram que a autora trabalhou como depiladora e representante de vendas na condição de autônoma. 

A própria trabalhadora reconheceu que recebia uma porcentagem elevada sobre os valores pagos pelas clientes (em média, 60% do valor do serviço prestado ou da venda realizada), além de ter confessado que alguns materiais para efetuar a depilação eram comprados por ela mesma. 

Uma das testemunhas esclareceu que “as depiladoras eram responsáveis pela prospecção das clientes” e que “as clientes eram das depiladoras”. Outra foi taxativa ao informar que “trabalhou inicialmente como depiladora e depois como vendedora” e que “a comissão pode variar de 60% a 65%, dependendo do serviço”. Esta também afirmou que não havia horário fixo de trabalho e que “cada profissional tem sua agenda própria, cujos horários são marcados pela recepcionista”. Disse ainda que “não há suspensões ou penas em caso de faltas” e nem havia necessidade de comprovar o motivo da falta. 

O acórdão entendeu, assim, que as reclamadas comprovaram a ausência de subordinação jurídica, pois “não havia sujeição a horário e, tampouco, submissão a ordens”. Também afirmou que “o recebimento de comissões em patamar elevado evidencia que a autora dividia com as reclamadas os riscos do negócio”. E, desse modo, a Câmara rejeitou os pedidos de reconhecimento do vínculo e verbas daí decorrentes. 

(Processo 0001463-74.2010.5.15.0004) 

Ademar Lopes Junior AASP

COLABORAÇÃO
GUMERCINDO MUNI ADVOGADOS

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Florence Nightingale, Ana Néri e Wanda Horta


Florence Nightingale (1820 à 1910) 




nasceu no dia 12 de maio de 1820 em Florença na Itália e por isso recebeu o nome da cidade onde nasceu.


Sua família era rica e bem relacionada e sua mãe Frances foi uma grande defensora da abolição da escravatura. Seu pai possuía inúmeras propriedades espalhadas por toda a Inglaterra e a família hospedava-se de tempos em tempos em cada uma delas.


Moça de temperamento irrequieto, Florence desde cedo questionava a falta de oportunidades para as mulheres de seu circulo social e começou a frequentar os bairros mais pobres e logo se interessou em cuidar dos que estavam doentes. Aos 24 anos de idade começou a visitar hospitais em Londres a procura de trabalho, mas naquela época, os doentes eram cuidados por voluntárias ou irmãs de caridade. A profissão de enfermeira não existia e as mulheres que realizavam esta tarefa eram consideradas um pouco mais do que prostitutas e não possuíam nenhuma qualificação.


Durante onze anos, Florence visitou diversos hospitais e conversou com diversas ordens religiosas em várias partes da Europa sobre o cuidado dispensado aos doentes. Em 1850 esteve pela primeira vez no Instituto Luterano em Keiserswerth na Alemanha que havia sido fundado para cuidar dos "destituídos" e tinha se tornado uma escola para o treinamento de mulheres professoras e enfermeiras. Esta visita a convenceu da possibilidade de transformar a enfermagem numa profissão para mulheres.


Em 1853, aos 33 anos de idade, Florence aceitou seu primeiro posto administrativo como superintendente do Hospital para mulheres inválidas em Londres.


No entanto, em março deste mesmo ano, a Rússia invadiu o Império Turco-Otomano. O Reino Unido e a França preocupados com a expansão Russa ofereceram apoio à Turquia no conflito que ficou conhecido como guerra da Crimeia.

Assim que os soldados britânicos chegaram à Turquia, foram acometidos de cólera e malária. Dentro de algumas semanas um número estimado de 8.000 homens estavam enfermos.


Na Inglaterra, os relatos sobre os feridos e o sofrimento dos soldados britânicos causavam fúria na população. Os jornais relatavam a negligência com os feridos e ressaltavam as diferenças entre os cuidados dispensados aos doentes pelos franceses e pelos britânicos. Os mais arrojados clamavam pelo dever das mulheres e as instigava a viajar para o continente para cuidar dos soldados feridos senão por obrigação pelo menos por piedade.


Florence Nightingale atendeu a este chamado como se fosse uma ordem e com o apoio de seu amigo, o Secretário de Guerra, Sidney Herbert, que lhe conferiu plena autoridade e o título de"Superintendente das enfermeiras dos hospitais do Leste",prometeu-lhe total cooperação para tudo o que necessitasse para melhorar as condições dos soldados.


Menos de um mês depois, Florence embarcou para a Crimeia com 38 auxiliares: 10 freiras católicas, 8 irmãs de caridade da igreja anglicana, 6 enfermeiras do Instituto St John e 14 outras voluntárias de vários hospitais. Ela ficou conhecida como " Dama-Chefe".


Ao chegar ao hospital de campanha em Scutari na Turquia, encontrou um local imundo sem sequer um recipiente para carregar água ou qualquer outro utensílio. Não havia sabão, toalhas ou roupas. Os feridos encontravam-se em seus uniformes, cobertos de sangue coagulado e tão imundos que pareciam estar envolvidos por vermes e a comida era escassa e apodrecida.


Os militares e as autoridades médicas colocaram-se na defensiva ao ouvirem os relatos de Florence e logo se opuseram ao seu trabalho. Além disso eram desrespeitosos e ofensivos com as mulheres. Mas aos poucos, Florence Nightingale com ajuda do jornal "The Times" que publicava seus relatos horrorizando a sociedade de Londres, conseguiu sensibilizar a população e juntos organizaram um campanha para arrecadar fundos e conseguiram levantar 57.000 Libras e assim começaram a botar ordem no hospital de campanha.


Florence logo estabeleceu uma cozinha e lavanderia. Ela trabalhava mais de 20 horas por dia cuidando dos soldados, suas esposas e filhos. Os soldados a chamavam de "A dama da Luz".


No inicio de 1855, uma epidemia de cólera e febre tifóide matou sete médicos e três enfermeiras. O frio também colaborava para lotar o hospital e logo havia mais de 2000 doentes e feridos em enfermarias improvisadas e a taxa de mortalidade beirava os 42%. Com esta realidade foi exigido que houvesse uma reforma na rede de saneamento e a mortalidade caiu para 2%. 


Mas Florence também contraiu a febre tifóide e ficou entre a vida e a morte por 12 dias. Depois disso, tornou-se muito debilitada e em agosto de 1856 retornou à Inglaterra. 


Em setembro visitou a Rainha Vitória e fez um relato detalhado sobre as condições dos hospitais militares britânicos e sugeriu inúmeras reformas. 


Em 1860, Florence Nightingale fundou uma Escola de Treinamento para enfermeiras no Hospital St. Thomas, mas sua saúde a impediu de aceitar o posto de superintendente embora ela acompanhasse de perto e com grande interesse, os progressos desta nova instituição. 


Ela fundou em 1868 a Sociedade de Enfermeiras de "East London", a Associação de Enfermeiras e a Sociedade Nacional de Enfermeiras em 1874 e o Instituto de Enfermeiras do Jubileu da Rainha em 1890.


Seu trabalho inspirou outros paises a melhorarem as condições dos hospitais de campanha e sua ajuda foi importante para os soldados na guerra civil americana e na guerra fronco-prussiana . Ela recebeu diversos premios e reconhecimentos por seu trabalho tanto no Reino Unido como em outros paises.

Seu livro "Notas de Enfermagem" foi publicado inúmeras vezes durante sua vida.

Florence Nightingale morreu aos 90 anos de idade em 13 de agosto de 1910.


fonte: ePortuguese


                         
ANA NERI  (1814 à 1926)


Ana Justina Ferreira, a primeira enfermeira do Brasil, nasceu em 13 de dezembro de 1814, na vila Cachoeira do Paraguaçu, interior da Bahia. Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri. 
Ele era capitão-de-fragata da Marinha e estava sempre no mar. 


Dessa forma, Ana acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. 
Ficou viúva aos 29 anos, com os filhos Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio para cuidar. 


Os dois primeiros tornaram-se médicos e o último, militar. Em 1865, o Brasil entrou na Tríplice Aliança, começou a Guerra do Paraguai e os filhos de Ana foram convocados. 


Sensibilizada com a dor da separação, no dia 8 de agosto ela escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra enquanto o conflito durasse. 
Logo partiu para o Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. 
Apesar das faltas de condições, como falta de higiene e de materiais e excesso de doentes, Ana chamou a atenção por seu trabalho como enfermeira por várias regiões por onde passou. 


Com recursos próprios, herdados de família, Ana montou uma enfermaria-modelo em Asunción, capital paraguaia sitiada pelo exército brasileiro. No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com seis meninas órfãs brasileiras. 
Foi homenageada e D. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma medalha e uma pensão vitalícia. 


Faleceu no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1880. Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão, em 1926.


fonte: netsaber


WANDA DE AGUIAR HORTA (1926 a 1981)


INTRODUÇÃO

A teoria se apóia e engloba leis gerais que regem os fenômenos universais, tais sejam, por exemplo, a lei do equilíbrio (homeostase ou homeodinâmica): todo o universo se mantém por processos de equilíbrio dinâmico entre os seus seres; a lei da adaptação: todos os seres do universo interagem com seu meio externo buscando sempre formas de ajustamento para se manterem em equilíbrio; lei do holismo: o universo é um todo, o ser humano é um todo, a célula é um todo, esse todo, não é mera soma das partes constituintes.

BREVE HISTÓRICO

Natural de Belém do Pará, nasceu em 1926 onde permaneceu até os 10 anos de idade, posteriormente mudando-se para Ponta Grossa/Paraná.
Graduou-se pela Escola de Enfermagem da São Paulo em 1948, foi licenciada em história natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da Universidade do Paraná em 1953.
Pós- graduou-se em pedagogia e didática aplicada à Enfermagem na EEUSP, em 1962.
E tornou-se Doutora em Enfermagem, na Escola de Enfermagem Ana Néri da UFRJ com a tese intitulada "A observação sistematizada na identificação dos problemas de enfermagem em seus aspectos físicos", apresentada à cadeira de Fundamentos de Enfermagem, Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1968. 
Trabalhou em diversas instituições no período de 1948 a 1958 entre as quais destacamos, Chefe de Enfermagem do Serviço de Enfermagem do Hospital Central Sorocabano, SP, no período de 1954 a 1955 e como professora do Curso de Auxiliares de Enfermagem do Hospital Samaritano, SP, no período de 1956 a 1958. 
Na escola de enfermagem da USP no período de 1959 a 1981, como professora auxiliar de Ensino da cadeira de Fundamentos de Enfermagem de 1959 a 1968, como Professor Livre Docente no período de 1970 a 1974, como Professor Titular das disciplinas Introdução à Enfermagem e Fundamentos de Enfermagem, no período de 1968 a 1974, como Professor adjunto de 1974 a 1977. Em 1981, ano do seu falecimento, foi proclamada Professor Emérito pela Egrégia Congregação da Escola de Enfermagem da USP.

TEORIA DE WANDA HORTA 

Teoria das Necessidades Humanas Básicas

Essa teoria de enfermagem foi desenvolvida a partir da teoria da motivação humana, de MASLOW, que se fundamenta nas necessidades humanas básicas:
    A enfermagem é um serviço prestado ao ser humano.
    O ser humano é parte integrante do universo dinâmico, e como tal sujeito a todas as leis que o regem, no tempo e no espaço.
    O ser humano está em constante interação com o universo, dando e recebendo energia.

A dinâmica do universo provoca mudanças que o levam a estados de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço.
Resulta, pois:

1. O ser humano como parte integrante do universo está sujeito a estados de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço.
- O ser humano se distingue dos demais seres do universo por sua capacidade de reflexão, por ser dotado do poder de imaginação e simbolização e poder unir presente, passado e futuro.
- Estas características do ser humano permitem sua unicidade, autenticidade e individualidade.
- O ser humano, por suas características, é também agente de mudanças no universo dinâmico, no tempo e no espaço;
conseqüentemente:

2. O ser humano, como agente de mudança, é também a causa de equilíbrio e desequilíbrio em seu próprio dinamismo.
- Os desequilíbrios geram, no ser humano, necessidades que se caracterizam por estados de tensão conscientes ou inconscientes que o levam a buscar satisfação de tais necessidades para manter seu equilíbrio dinâmico no tempo e no espaço.
- As necessidades não-atendidas ou atendidas inadequadamente trazem desconforto, e se este se prolonga é causa de doença.
- Estar com saúde é estar em equilíbrio dinâmico no tempo e espaço.

A enfermagem é parte integrante da equipe de saúde

Do que resulta:
Como parte integrante da equipe de saúde, a enfermagem mantém o equilíbrio dinâmico, previne desequilíbrios e reverte
desequilíbrios em equilíbrio do ser humano, no tempo e no espaço.
O ser humano tem necessidades básicas que precisam ser atendidas para seu completo bem-estar.
O conhecimento do ser humano a respeito do atendimento de suas necessidades é limitado por seu próprio saber, exigindo, por isto, o auxílio de profissional habilitado.
Em estados de desequilíbrio esta assistência se faz mais necessária.

Todos os conhecimentos e técnicas acumuladas sobre a Enfermagem dizem respeito ao cuidado do ser humano, isto é, como atendê- lo em suas necessidades básicas.
valendo-se para isto dos conhecimentos e princípios científicos das ciências físico-químicas, biológicas e psicossociais.

A conclusão será:
A enfermagem como parte integrante da equipe de saúde implementa estados de equilíbrio, previne estados de
Desequilíbrio e reverte desequilíbrios em equilíbrio pela assistência ao ser humano no atendimento de suas necessidades básicas; procura sempre reconduzi-lo à situação de equilíbrio dinâmico no tempo e espaço.

Conceitos, proposições e princípios

Partindo-se da teoria proposta, o primeiro conceito que se impõe é o de enfermagem: enfermagem é a ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torná-lo independente desta assistência, quando possível, pelo ensino do autocuidado; de recuperar, manter e promover a saúde em colaboração com outros profissionais.

Assistir em enfermagem é: 
Fazer pelo ser humano aquilo que ele não pode fazer por si mesmo; ajudar ou auxiliar quando parcialmente impossibilitado de se autocuidar; orientar ou ensinar, supervisionar e encaminhar a outros profissionais.

Destes conceitos algumas proposições podem ser inferidas:
As funções da(o) enfermeira(0) podem ser consideradas em três áreas ou campos de ação distintos. 

a) Área específica: assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas e torná-lo independente desta assistência, quando possível, pelo ensino do autocuidado.

b) Área de interdependência ou de colaboração: a sua atividade na equipe de saúde nos aspectos de manutenção, promoção e recuperação da saúde. 

c) Área social: dentro de sua atuação como um profissional a serviço da sociedade, função de pesquisa, ensino, administração, responsabilidade legal e de participação na associação de classe.

A ciência da enfermagem compreende o estudo das necessidades humanas básicas, dos fatores que alteram sua manifestação e atendimento, e na assistência a ser prestada.

Alguns princípios podem também ser deduzidos:

    A enfermagem respeita e mantém a unicidade, autenticidade e individualidade do ser humano.
    A enfermagem é prestada ao ser humano e não à sua doença ou desequilíbrio.
    Todo o cuidado de enfermagem é preventivo, curativo e de reabilitação.
    A enfermagem reconhece o ser humano como membro de uma família e de uma comunidade.
    A enfermagem reconhece o ser humano como elemento participante ativo no seu autocuidado.

Aplicabilidade da Teoria na Prática

MASLOW baseia sua teoria sobre a motivação humana nas necessidades humanas básicas. Estas foram por ele hierarquizadas em cinco níveis: 

    necessidades fisiológicas;
    de segurança;
    de amor;
    de estima,;
    de auto-realização.

Todas estas necessidades estão intimamente inter-relacionadas, uma vez que fazem parte de um todo, o ser humano. É fundamental que se integre o conceito holístico do homem, ele é um todo indivisível, não é soma de suas partes.
Quando a necessidade se manifesta, o faz por sinais e sintomas que em enfermagem, denominam-se problemas de enfermagem.

A necessidade de oxigenação seria o processo de utilização do oxigênio nos fenômenos de oxi-redução das atividades vitais. 
Manifestações podem ser evidenciadas pelos seguintes problemas de enfermagem:
cianose, dispnéia, ortopnéia, lentidão, cansaço, fadiga, insegurança, agitação, irritabilidade, ansiedade, medo, euforia, tontura, coriza, tosse, hemorragia, sangramentos, tabagismo, obstrução das vias aéreas, estase circulatória, modificações no ritmo, freqüência e demais características dos movimentos respiratórios, etc.

A necessidade de amor é o processo dinâmico de troca de energia emocional positiva entre os seres vivos. Esta necessidade pode se manifestar por ansiedade, insegurança, tensão, rejeição, negativismo, indiferença, depressão, solidão, frustração, fuga, medo, dores, diminuição ou aumento da motricidade, angústia, agressividade, anorexia, emagrecimento, dependência, obesidade, insônia, choro, apatia, prostração, euforia, exibicionismo, delinqüência, desvios de comportamento, etc.

CONCLUSÃO

Concluímos que o ser humano é parte integrante do universo e está sujeito à constantes mudanças, reagindo à cada uma delas, lutando pela sobrevivência. Provocando equilíbrios e desequilíbrios em nós mesmos. Nosso organismo está sempre na defensiva em busca da homeostasia. As NHB dependem uma da outras para estarmos em perfeito equilíbrio.
O papel da enfermagem é procurar dominar o desequilíbrio, transformando-o em equilíbrio para que o mesmo não se transforme em doença, de forma a orientar e supervisionar cada indivíduo, procurando promover o cuidado visando “seres humanos” e não apenas pacientes.
Devido a isso Wanda Aguiar Horta relacionou o processo da doença as necessidades Humanas básicas de Maslow, visando um novo horizonte no cuidado da enfermagem.

    TORNAR-SE
    (Wanda Aguiar Horta)

    Ser enfermeiro
    É se engajar
    na realidade da vida.
    É um sofrer e amar
    consciente e decidido.

    É se aceitar
    Com autenticidade
    Em uso constante
    E responsável
    De sua liberdade

    É compartilhar,
    Com seus pacientes,
    As esperanças, o amor,
    A vida, as alegrias,
    A saúde e o nascimento;
    As decepções,
    A solidão e o sofrimento,
    A angústia e a dor,
    A morte, as tristezas
    E as frustrações.

    É dar de si mesmo
    E com isso crescer;
    É assumir um compromisso
    E com ele amadurecer.


Nota da Redação:



Essas Mulheres fizeram um Marco em seu tempo e graças à Elas, hoje, temos uma melhor Qualidade de Vida e o índice de mortalidade vem diminuindo graças às Sistematizações e Metodologias Aplicadas aos Serviços e Sistemas de Saúde Pública, mas, não basta ficarmos aguardando que o Governo faça algo, a Higiene e a Saúde, devem ser promovidas primeiramente dentro de nossas casas, com o cuidado ao preparar os alimentos, com ambientes limpos, ventilados e arejados, os utensílios limpos e desinfectados de quaisquer contaminação, a base de tudo é "lavar as mãos" sempre!


Ao chegar da rua, lave as mãos!
Antes de preparar um alimento, lave as mãos!


Só não lave as mãos do seu 'Direito à Saúde"!


Rosângela Matos



As 5 Necessidades Básicas do Ser Humano Segundo Abraham Maslow

Abraham Maslow foi um psicólogo de grande destaque por causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas. Segundo ele, o homem é motivado segundo suas necessidades que se manifestam em graus de importância onde as fisiológicas são as necessidades iniciais e as de realização pessoal são as necessidades finais. Cada necessidade humana influencia na motivação e na realização do indivíduo que o faz prosseguir para outras necessidades que marcam uma pirâmide hierárquica:


As necessidades fisiológicas que se encontram como base para a pirâmide, segundo Maslow, representam as necessidades relacionadas ao organismo como alimentação, sono, abrigo, água, excreção e outros.

As necessidades de segurança aparecem após o suprimento das necessidades fisiológicas. São representadas por necessidades de segurança e estabilidade, como proteção contra a violência, proteção para saúde, recursos financeiros e outros.

As necessidades sociais somente aparecerão após as necessidades de segurança serem supridas. São necessidades sociais: amizades, socialização, aceitação em novos grupos, intimidade sexual e outros.

As necessidades de status e estima ocorrem depois que as necessidades sociais são supridas, são necessidades de estatus e estima a autoconfiança, reconhecimento, conquista, respeito dos outros, confiança.

As necessidades de auto-realização que se encontram no topo da pirâmide hierárquica é a moralidade, criatividade, espontaneidade, autodesenvolvimento, prestígio.

O ser humano busca sempre melhorias para sua vida. Dessa forma, quando uma necessidade é suprida aparece outra em seu lugar, tais necessidades são representadas na pirâmide hierárquica. Quando as necessidades humanas não são supridas sobrevém sentimentos de frustração, agressividade, nervosismo, insônia, desinteresse, passividade, baixa auto-estima, pessimismo, resistência a novidades, insegurança e outros. Tais sentimentos negativos podem ser recompensados por outros tipos de realizações.

Imagem: passadori



Redação:

Muitos perguntam o que é a Felicidade?
Felicidade é a realização plena do Ser, acredito que estando realizado em toda escala hierárquica da pirâmide de Maslow você se sentiria feliz, agora, na verdade, Felicidade, pode ser trocado por Saúde:  Física, Psíquica e Social, é assim que defino Felicidade, Bem Estar e Equilíbrio.
O Ser Humano não tem como estar feliz e realizado se as necessidades básicas asseguradas à ele, não forem cumpridas, para isto que buscamos o equilíbrio e equilíbrio em todo sentido do Ser, em todas suas Áreas de Atuação, Física, Psíquica e Social.
Algumas delas dependem exclusivamente de nós, somos responsáveis por buscar nosso equilíbrio naquilo que está ao nosso alcance, mas, há uma outra parte que cabe aos governantes nos suprir, os Direitos de Cidadania:

Como Cidadão você tem direito de:
  • Ir e vir em todo território nacional em tempo Paz;
  • Direito de igualdade perante a Lei;
  • Direito de não ser torturado e de não receber tratamento desumano ou degradante;
  • Direito a sua intimidade, sua vida particular, sua honra, sua imagem, à inviolabilidade de seu domicílio, de sua correspondência, de suas comunicações telegráficas, de dados e telefônicas;
  • Direito de liberdade de expressão de atividade artística, intelectual, cientifíca, literária, e de comunicação;
  • Direito de reunião e às liberdades políticas e religiosas;
  • Direito à Informação, Direito de propriedade;
Muito mais que isto, conheça a Nossa Constituição e os Nossos Direitos

Um grande abraço,


Rosângela Matos

terça-feira, 3 de abril de 2012

PL de Penna determina enriquecimento de alimentos com vitamina B12



O deputado Penna apresentou na Câmara dos Deputados o PL 3494/2012, que dispõe sobre o enriquecimento de determinados alimentos por vitamina B12. O projeto de lei é uma resposta à solicitação da Sociedade Vegetariana Brasileira, que se preocupa com o fato de a vitamina B12 ser encontrada principalmente em alimentos de origem animal, razão pela qual os vegetarianos tendem a apresentar deficiência de sua ingestão.
Porém, este projeto não será benéfico apenas para os vegetarianos, uma vez que uma grande porcentagem da população brasileira apresenta deficiência de vitamina B12, em especial gestantes e na população idosa. Portanto, o enriquecimento de alimentos consumidos pela população em geral, e não apenas aqueles destinados prioritariamente á população vegetariana, é um importante passo para combater este problema.
imagem: google

A vitamina B12, conhecida também como cobalamina, é essencial para a síntese da hemoglobina e a elaboração de células, também para o bom estado do sistema nervoso. Em outras palavras, o B12 é básico para evitar um enfraquecimento constante do corpo humano.
fontes da vitamina b12
A vitamina B12 é um produto próprio do metabolismo do organismo e não é consumível nos vegetais, pois não está presente em nenhum deles. Sim pode encontrar em fontes animais, dado que já tem sido sintetizada. A carência desta vitamina é refletida diretamente em anemias com enfraquecimento geral. A anemia é uma doença que pode se considerar genética.
Por tanto, um grupo que se encontra em risco permanente de carência de vitamina B12 são os vegetarianos total dada à ausência de alimentos de origem animal ou de pescados em suas dietas. Assim, a vitamina B12 é importante para ter as células do cérebro e do sangue saudável. Sem vitamina B12 suficiente, poderia aumentar as probabilidades de desenvolver anemia (sangue debilitado e frágil). Eventualmente poderia ter problemas com sua memória.
Quais são algumas boas fontes de Vitamina B12?
A vitamina B12 encontra-se naturalmente só em produtos de origem animal.
Carnes, aves e pescado Ovos
Produtos lácteos, como queijos, leite
Nota da Redação:
Parabéns ao Deputado Penna por esta importante iniciativa.



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