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domingo, 11 de março de 2012

............MEMÓRIA..........

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Mecanismos de funcionamento

A memória é um processo complexo que utiliza os cinco sentidos para captar informações e envolve diferentes habilidades e estágios. Falhas em qualquer uma das etapas pode resultar na perda da informação.
  • Atenção: habilidade de estar atento para absorver as informações.
  • Registro / Codificação: registro inicial da informação, assim que é recebida pelo cérebro. Nesse estágio é determinado se o dado será armazenado ou não e isso vai depender da atenção despendida e do quanto a informação é significativa.
  • Armazenamento: se a informação foi registrada, ficará armazenada na memória de longo prazo.
  • Consolidação: processo de utilização da informação que foi armazenada. Caso um dado não seja utilizado com frequência, será descartado pelo cérebro.
  • Evocação / Lembrança: resgate da informação, seja voluntariamente ou porque se fez necessária em algum momento.

A cada informação, uma memória.

É possível classificar a memória de duas formas.

De acordo com a duração da informação:

  • Memória de trabalho
    Estágio inicial que depende da atenção, dura pouco tempo depois de terminado o evento a que se refere. É utilizada para guardar um número de telefone enquanto está sendo discado. Logo depois, o número é descartado pelo cérebro.
  • Memória de curta duração ou recente
    O cérebro armazena a informação tempo suficiente para que ela seja utilizada – isso pode corresponder a minutos, horas e até dias. A informação guardada pode ser algo lido no jornal, por exemplo.
  • Memória de longa duração
    Responsável pela lembrança de episódios ou fatos que aconteceram no passado, também é chamada de memória autobiográfica.

De acordo com o conteúdo da informação ou a função:

  • Memória prospectiva
    Dá a capacidade de lembrar o que deve ser feito no futuro e exige planejamento. Com essa memória é possível saber que há uma reunião marcada para as sete horas.
  • Memória verbal
    Lembrança de eventos que envolvem palavras como, por exemplo, uma história contada por alguém ou a letra de uma música.
  • Memória Visual
    Utilizada para lembrar de figuras ou imagens.
  • Memória de procedimento
    Envolve a lembrança de um procedimento associado a uma habilidade motora ou hábito, como andar de bicicleta, nadar ou dirigir.

Falhas frequentes

Em geral, os problemas de memória começam a se apresentar depois dos 60 anos. Nas pessoas mais jovens, as falhas frequentes estão relacionadas a outros problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção. “Quem dorme mal, pode mostrar-se mais irritado e com menor capacidade de concentração durante o dia, o que vai incidir diretamente na memória”, explica Camila Prade, neuropsicóloga do Centro de Reabilitação do HIAE.
Segundo a neuropsicóloga, a atenção é uma das funções mentais mais atingidas em casos de estresse, depressão, ansiedade e fadiga e, por consequência, os problemas começam a aparecer na memória. “Quando lidamos com muitas informações, nosso cérebro prioriza algumas e descarta outras, assim detalhes como ‘onde está a chave do carro’ podem ser esquecidos e confundidos com problemas de memória”, completa.

Doenças degenerativas

Desde o nascimento, o ser humano perde e repõe neurônios – células nervosas responsáveis pela produção e condução dos estímulos. Com o envelhecimento, a capacidade de reposição dessas células diminui. “Os resultados são as primeiras falhas de memória, como o esquecimento de fatos recentes e nomes”, explica o dr. Nasri.
Nas pessoas mais jovens, as falhas estão relacionadas a problemas, como distúrbios do sono ou déficit de atenção
O aumento da expectativa de vida acarretou mais casos de doenças degenerativas cerebrais. A principal delas é o mal de Alzheimer, o tipo mais frequente de demência, caracterizado pela perda progressiva das funções intelectuais.
Segundo o dr. Nasri, os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas monossilábicas.

Memória afiada

Para manter a memória saudável e eficaz é preciso começar a treinar desde cedo. E não basta ler livros ou jornais, é preciso também dialogar, expor opiniões. “Durante a atividade argumentativa, o cérebro é requisitado para opinar e replicar, assim a argumentação é fundamental para a memória. Ao ler um livro, a pessoa pode apenas guardar a informação sem discuti-la, o que não tem o mesmo efeito no cérebro”, afirma o geriatra.
Algumas orientações para quem quer manter a memória afiada:
  • Alimentação saudável, com baixo teor de gordura para prevenir doenças vasculares;
  • Prática de atividades físicas;
  • Estilo de vida menos estressante;
  • Boa qualidade de sono;
  • Estímulo da atividade mental com hobbies e leituras;
  • Organização de compromissos;
  • Intervalos frequentes entre as atividades para garantir melhor nível de concentração.

Tratamentos

Quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar a ajuda de um especialista. Não é possível prevenir os problemas de memória com medicação, mas já existem medicamentos que atrasam a evolução de doenças degenerativas.“Nos próximos cinco anos teremos novidades em remédios para os problemas de memória, um dos males mais pesquisados hoje ”, afirma o dr. Nasri.
O Hospital Israelita Albert Einstein oferece uma avaliação neuropsicológica, muito importante no diagnóstico dos problemas que podem levar a falhas de memória. “Trata-se de um exame que investiga o funcionamento mental por meio de testes relativos às várias funções, como atenção e raciocínio lógico”, explica Camila Prade.
O tratamento é feito por meio da reabilitação neuropsicológica, que treina as funções afetadas e visa criar novas estratégias para compensar as funções prejudicadas. “Utilizamos estratégias compensatórias bastante eficazes, como o treinamento para uso de agenda”, explica a neuropsicóloga. A família também recebe orientação para aprender a conviver com as novas limitações do paciente.

fonte: einstein

Considerações:


Nós da Ortomolecular, temos uma visão holística do paciente e acreditamos que pode-se melhorar a memória além dos tratamentos convencionais da medicina alopática, com o equilíbrio metabólico de elementos anti oxidantes, estes por sua vez, também utilizado através de alimentos estrategicamente sugeridos em dietas entre outras técnicas e temos como princípio que, envelhecimento e perda de memória são sinalizadores de oxidação celular via sanguínea e portanto, passível de sua diminuição, através de uma desintoxicação de radicais livres presentes no sangue.


Hoje já está acessível para quem interessar um teste chamado de Mineralograma que pode ser feito a princípio por uma anamnese, onde o terapeuta estuda o cliente e se achar conveniente, é pedido um exame mais aprofundado sobre todos minerais presentes neste organismo em excesso ou em falta, assim como as vitaminas, este exame feito a partir de fios de cabelo é chamado de Mineralograma e é um importante auxiliar para práticas de desintoxicação e suplementação no corpo humano, utilizado por Médicos Ortomoleculares, Nutricionistas e Terapeutas Ortomoleculares.
Se você tem interesse em saber o que se passa em seu corpo e sangue, procure um destes profissionais e previna-se do envelhecimento (oxidação do sangue e células).


Rosângela Matos
Terapeuta Ortomolecular
dra.rosangelamatos@yahoo.com.br



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Memória gelatinosa é ideal para biomecatrônica


A memória molhada é feita com uma liga de metal líquido de gálio e índio inserida em géis à base de água, semelhante àqueles usado em pesquisas biológicas. [Imagem: Michael Dickey/NCU]
Bioeletrônica
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram uma memória flexível e macia e que funciona em ambientes molhados.
O componente pode ser uma peça fundamental para uma nova geração de equipamentos eletrônicos biocompatíveis, como implantes, próteses e outros dispositivos biomecatrônicos.
Embora não tenha as mesmas funcionalidades, o novo dispositivo é de certa forma complementar àsinapse artificial apresentada ontem por pesquisadores japoneses, que replica a capacidade dos cérebros biológicos de lembrar informações relevantes.
Além de usar o mesmo princípio para armazenar dados - um memristor -, a nova memória tem a vantagem da biocompatibilidade, levantando a possibilidade de que as duas inovações possam ser integradas em uma única.
Componente eletroiônico
A equipe do Dr. Michael Dickey começou desenvolvendo antenas de metal líquido totalmente flexíveis.
Agora eles foram além da deposição de fios metálicos e criaram um dispositivo eletrônico completo, capaz de armazenar dados.
A base da memória é a mesma das antenas flexíveis, usando uma liga de metal líquido de gálio e índio inserida em géis à base de água, semelhante àqueles usado em pesquisas biológicas.
Enquanto as memórias eletrônicas usam a presença ou ausência de elétrons para representar os 0s e 1s binários, a nova memória usa o conceito de memristor, um componente eletroiônico que possui dois estados: condutivo e não condutivo.
Em cada célula de memória gelatinosa, a liga de metal é usada para formar dois eletrodos, um de cada lado de um segmento de gel.
Memória flexível e macia para equipamentos biomecatrônicos
O protótipo de "memória molhada" ainda não está otimizado para armazenar uma quantidade significativa de dados, mas funciona bem em ambientes nos quais a eletrônica tradicional não funcionaria de jeito nenhum. [Imagem: Michael Dickey/NCU]
Quando o eletrodo é exposto a uma carga positiva, ele cria uma "pele" oxidada que o torna resistente à eletricidade - este é o 0 binário.
Quando o eletrodo é exposto a uma carga negativa, a pele oxidada desaparece, o que o torna condutor de eletricidade - este é o 1 binário.
Neste último caso, quando uma carga negativa é aplicada a um dos eletrodos, a carga positiva tende a se mover para o outro lado e criar uma outra pele oxidada - ou seja, o eletrodo seria sempre resistivo.
Para resolver esse problema, os pesquisadores doparam um dos lados do segmento de gel com um polímero que impede a formação de uma pele oxidada estável. Dessa forma, um eletrodo é sempre condutor, dando ao dispositivo os 0s e 1s necessários para que ele funcione como uma memória eletrônica.
Memória molhada
A eletrônica convencional trabalha com materiais rígidos e frágeis, que não se dão com ambientes úmidos. "Nosso dispositivo de memória é macio e flexível, e funciona muito bem em ambientes úmidos - similar ao cérebro humano," compara Dickey.
O protótipo de "memória molhada" ainda não está otimizado para armazenar uma quantidade significativa de dados, mas funciona bem em ambientes nos quais a eletrônica tradicional não funcionaria de jeito nenhum.
A capacidade para funcionar em ambientes úmidos e a biocompatibilidade dos géis sinalizam que esta é uma tecnologia promissora para a criação de interfaces eletrônicas com sistemas biológicos.
"Estas propriedades podem ser usadas para sensores biológicos ou para monitoramento médico," propõe o pesquisador.

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